Jogar paciência do Windows

A República Federativa do Brasil está cada vez mais afundada no mar de esgoto desovado pelos porcos que controlam os rumos do país, as 10 medidas contra a corrupção sendo retalhadas, anistia pra toda a bandidagem da gravata, novo presidente já envolvido com pressão no Ministério da Cultura, e enquanto isso nos resta ou a indiferença, ou ter toda a paciência do mundo.

Falando de paciência, a Microsoft, com um atraso de quase uma década, resolveu migrar um de seus maiores sucessos para a plataforma do iOS. Trata-se exatamente do popular jogo Solitaire, conhecido no Brasil como Paciência. O jogo é simples e intuitivo, além de um excelente terapêutico.

O aplicativo é gratuito e mata a saudade daqueles que abriam o Paciência no Windows e deixavam as horas passarem naquela serenidade do famoso joguinho de baralho. A única crítica em relação ao app, que testamos com o iPhone Plus, é que as cartas parecem um pouco pequenas, dificultando levemente uma visualização tranquila das imagens.

E você, o que achou do app? Compartilhe conosco o que achou!

Paciência para iPhone e iPad

iPhone é uma Montblanc?

Ao perambularmos pelas alas chiques de shopping centers, muitas vezes caminhamos bem próximos das vitrines de lojas da Montblanc. O interior delas é sempre elegante, os seus vendedores bem vestidos e os preços, esses caros. O que contemplamos com os olhos ávidos e com o prazer tátil são produtos resultados de pelo menos 100 anos de tradição. Toda essa atmosfera estimula uma sensação de desejo. E quanto aos artefatos da Apple?

Em um canto não muito distante encontramos lojas da Apple, estas são abarrotadas de gente, com uma disposição de espaço simples, sem luxos, a não ser os seus próprios produtos. Enquanto a marca alemã se originou de caneta tinteiro, a outra nasceu de uma garagem na Califórnia, fabricando caixas com circuitos. O tempo é relativo e a evolução tecnológica nos últimos 20 anos foi bem maior que a das canetas em mais de um século. O renome da segunda foi marcado pelo que ela fez com o tempo e não pelo que foi feito ao longo do tempo.

Acima da contagem temporal estão os desejos e fantasias. A Maçã também tenta vender a imagem da sofisticação, foi dessa forma que a Monte Branco montou o seu império. Entre similaridades e distinções, o primor compartilhado pela qualidade, por exemplo, existe uma característica específica que talvez seja divergente, a da seletividade. Enquanto uma marca se prende explicitamente ao segmento de luxo, a outra se esforça para estar além disso. A Apple investe em publicidade popular e estimula a compra de seus produtos com programas de trocas, venda de produtos refurbished e descontos para estudantes. Alguém poderia chamar isso de luxo popularizado.

Partindo para apontamentos pessoais, quando uma pessoa compra uma caneta ou carteira da Montblanc, ela poderia comprar os mesmos produtos de outra branch e teria a mesma funcionalidade? No caso da carteira, sem dúvida sim. Na caneta, também. E na hipótese do iPhone, a pessoa poderia utilizar o iOS em aparelhos de outra marca? A resposta é não. Um advogado ao assinar um contrato ou quaisquer outros documentos com uma Montblanc causa a mesma impressão ao seu cliente, ao atender a ligação com um iPhone? A resposta é definitivamente não. Sem mais delongas, o iPhone não é uma Montblanc! Pelo menos não no sentido de status e exclusividade.

E pra você? O iPhone é como se fosse fosse uma Montblanc?