Beats da Apple segue em frente

É impossível viajar à Nova York e não conhecer a Times Square. Lá é um verdadeiro formigueiro de turistas do mundo inteiro se esbarrando com sacolas de compras e se amontoando pra comprar ingressos de shows, ou ainda, disputando espaço numa arquibancada para serem filmados e terem os seus rostos mostrados no telão de um prédio. O lugar é uma Disney World de adulto.

Realmente é um local bem interessante, e se tem uma coisa que chama muito a atenção são os diversos anúncios luminosos e gigantes, que ficam intermitentemente, durante 24 horas, veiculando alguma propaganda, tudo ali é lindo, colorido e colossal. A Apple, sem poupar dinheiro, para a contagem regressiva de seu serviço de Stream, tratou de colocar uma propaganda digna da Times Square, que se refere a data de lançamento do Beats, que iniciará as suas atividades ainda este mês, no dia 30.

O serviço de stream musical da Apple encontrou ferrenha oposição das gravadoras pequenas, principalmente as da Inglaterra. A cantora Swift Taylor vocalizou essa discordância, que se baseava na obrigação do artista de se conformar com o não recebimento de valor financeiro algum durante os três meses de período gratuito do usuário. Ela criticou a Apple em carta aberta, mas aceitou integrar o Beats, apenas retirando um de seus álbuns como protesto.

Mesmo assim a ressonância da crítica foi tão poderosa que a direção da empresa em Cupertino decidiu, em plena véspera de lançamento do serviço, voltar atrás e pagar pelas faixas tocadas durante o período de três meses gratuitos. Os pequenos artistas agradeceram e estima-se que novas 20 mil músicas de produtores independentes estará no Beats. O outro resultado prático foi que o álbum 1989 também estará no Beats.

Essa história foi muito alardeada, mas o ponto mais interessante dela, pouco se comentou, que a Apple, apesar de ter resolvido pagar ao artista durante a gratuidade do serviço, não havia mencionado nada acerca de valores, na mídia. Agora sabemos que a Maçã vai realmente pagar, mas vai fazê-lo por um valor bem menor em relação ao preço cheio, durante o período do trial. Quem achou que a Apple tinha levado a pior se enganou.

O serviço, tal como explicado, oferecerá 3 meses gratuitos, o usuário poderá escolher um plano família de U$ 14,99 ou o plano normal de U$ 7,99. Existem rumores de que o preço no Brasil seria menor, U$ 4,99 para o plano individual e U$ 7,99 para o plano família. Se ele vai ser tão bom quanto o Spotify ainda descobriremos.

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