Obama no Twitter e a Apple preocupada com dados eletrônicos

Recentemente o presidente dos Estados Unidos fez o seu primeiro post na sua conta @POTUS, “President of the United States”.

O senhor Barack Obama além de ser o homem mais poderoso do mundo, é também um grande comunicador. As suas corridas presidenciais tiveram um grande apelo às redes sociais da internet. E ele próprio é um entusiasta das ferramentas modernas. Ele já usou diversos canais de internet para divulgar as suas ideias e propostas de governo, e até mesmo realizar debate com cidadãos. Ele teria recebido um protótipo de iPad do Steve Jobs, antes mesmo de ser presidente, e é fã de carteirinha das “invenções” da Apple.

Retornando ao episódio recente, o presidente norte-americano postou o seu primeiro Twitter oficial de presidente, e o fez de um iPhone. Entretanto, o referido device não seria dele, que apenas pode usar um BlackBerry customizado, presidencial. É sabido que ele aprecia Berries, e que em relação ao iPhone, apesar de amar o device, existe a mencionada restrição de uso por questões de segurança, o que já gerou desabafo presidencial sobre o assunto. E por que o iPhone é preterido? Isso ocorre por uma política do próprio executivo daquele país, que teme que os esforços contra o crime sejam enfraquecidos pela segurança de dados das empresas de tecnologia. E por isso, se esforçam numa política de fragilizar sistemas móveis para tornar mais fácil o acesso aos seus dados.

A Apple, em consenso com várias outras empresas de tecnologia, por contrapartida, coincidentemente, enviou uma carta aberta para a Casa Branca, endereçada ao presidente Obama, para tratar exatamente desse ponto, o direito a segurança e privacidade nos dados eletrônicos. Está sendo travada uma luta intensa sobre esses direitos e o resultado desse embate vai se refletir no mundo inteiro. A Apple tem investido e se empenhado para se tornar uma referência na integridade de dados, mas tem encontrado muitos obstáculos em seu próprio país.

Uma grande iniciativa governamental tem a intenção de fragilizar o máximo possível a privacidade das pessoas, especialmente de dados eletrônicos, para supostamente combater o crime. De outro lado, lideranças e empresas da tecnologia estão resistindo, com foco na liberdade e garantia do Estado de Direito. Em decorrência disso as mencionadas companhias estão recebendo ácidas críticas de autoridades e ameaças.

A Apple tem procurado se estabelecer como uma referência em privacidade e sigilo. Desde o escândalo do PRISM e das revelações de Snowden ela tem trilhado na direção de uma maior segurança dos dados, e de garantias que os mesmos terão ampla proteção jurídica, para a marca isso também é reconquistar a respeitabilidade e vender uma boa imagem.

A proteção aos dados eletrônicos é um debate muito interessante, e na medida que a internet e os sistemas digitais se agregam mais intensamente a vida das pessoas, mais dependente fica a democracia moderna de criar mecanismos eficientes para propiciar um ambiente de liberdade que não seja prejudicado pela necessidade de fiscalização da ordem e da justiça.

Eis a carta aberta. Futuramente, quando possível a traduziremos:

“Dear President Obama,

We the undersigned represent a wide variety of civil society organizations dedicated to protecting civil liberties, human rights, and innovation online, as well as technology companies, trade associations, and security and policy experts. We are writing today to respond to recent statements by some Administration officials regarding the deployment of strong encryption technology in the devices and services offered by the U.S. technology industry. Those officials have suggested that American companies should refrain from providing any products that are secured by encryption, unless those companies also weaken their security in order to maintain the capability to decrypt their customers’ data at the government’s request. Some officials have gone so far as to suggest that Congress should act to ban such products or mandate such capabilities.

We urge you to reject any proposal that U.S. companies deliberately weaken the security of their products. We request that the White House instead focus on developing policies that will promote rather than undermine the wide adoption of strong encryption technology. Such policies will in turn help to promote and protect cybersecurity, economic growth, and human rights, both here and abroad.

Strong encryption is the cornerstone of the modern information economy’s security. Encryption protects billions of people every day against countless threats—be they street criminals trying to steal our phones and laptops, computer criminals trying to defraud us, corporate spies trying to obtain our companies’ most valuable trade secrets, repressive governments trying to stifle dissent, or foreign intelligence agencies trying to compromise our and our allies’ most sensitive national security secrets.

Encryption thereby protects us from innumerable criminal and national security threats. This protection would be undermined by the mandatory insertion of any new vulnerabilities into encrypted devices and services. Whether you call them “front doors” or “back doors”, introducing intentional vulnerabilities into secure products for the government’s use will make those products less secure against other attackers. Every computer security expert that has spoken publicly on this issue agrees on this point, including the government’s own experts.

In addition to undermining cybersecurity, any kind of vulnerability mandate would also seriously undermine our economic security. U.S. companies are already struggling to maintain international trust in the wake of revelations about the National Security Agency’s surveillance programs. Introducing mandatory vulnerabilities into American products would further push many customers—be they domestic or international, individual or institutional—to turn away from those compromised products and services. Instead, they—and many of the bad actors whose behavior the government is hoping to impact—will simply rely on encrypted offerings from foreign providers, or avail themselves of the wide range of free and open source encryption products that are easily available online.

More than undermining every American’s cybersecurity and the nation’s economic security, introducing new vulnerabilities to weaken encrypted products in the U.S. would also undermine human rights and information security around the globe. If American companies maintain the ability to unlock their customers’ data and devices on request, governments other than the United States will demand the same access, and will also be emboldened to demand the same capability from their native companies. The U.S. government, having made the same demands, will have little room to object. The result will be an information environment riddled with vulnerabilities that could be exploited by even the most repressive or dangerous regimes. That’s not a future that the American people or the people of the world deserve.

The Administration faces a critical choice: will it adopt policies that foster a global digital ecosystem that is more secure, or less? That choice may well define the future of the Internet in the 21st century. When faced with a similar choice at the end of the last century, during the so-called “Crypto Wars”, U.S. policymakers weighed many of the same concerns and arguments that have been raised in the current debate, and correctly concluded that the serious costs of undermining encryption technology outweighed the purported benefits. So too did the President’s Review Group on Intelligence and Communications Technologies, who unanimously recommended in their December 2013 report that the US Government should “(1) fully support and not undermine efforts to create encryption standards; (2) not in any way subvert, undermine, weaken, or make vulnerable generally available commercial software; and (3) increase the use of encryption and urge US companies to do so, in order to better protect data in transit, at rest, in the cloud, and in other storage.”

We urge the Administration to follow the Review Group’s recommendation and adopt policies that promote rather than undermine the widespread adoption of strong encryption technologies, and by doing so help lead the way to a more secure, prosperous, and rights- respecting future for America and for the world.

Thank you”

PDF completo

Fonte: iClarified

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