A mágica dos fundos do Apple Watch – Atualizado

A Apple impressiona pelo extremo zelo com todas as minúcias, e isso é patente em cada fina linha de seus produtos. A seriedade com o acabamento é aplicada não apenas na parte externa, mas também com a parte interna de cada um de seus devices, e nas caixas, nas fontes que são usadas, nas suas páginas de internet…

Fácil concluir que no Loop Infinito se valoriza tanto a engenharia como a arte, essa é uma característica marcante do pessoal da Maçã, eles são verdadeiros artífices da tecnologia, os seus produtos não devem apenas ser úteis, devem ser belos e estarem envolvidos em beleza. Esse é um dos legados de Steve Jobs, que estudou caligrafia e desde o início considerou a estética algo de suma importância na interface dos produtos da Apple.

E com essa introdução chegamos à algumas curiosidades bem interessante sobre os faces do Apple Watch, borboletas batendo as asas, flores desabrochando, Mickey Mouse apontando para as horas num balanço animado, um Planeta Terra em movimento, a lua com as suas fases, o sistema solar e até mesmo uma água viva tem uma história própria cheias de detalhamentos. Todas estas opções compõe um tipo de face do relógio inteligente da Apple.

Para a conceber o motion face do Apple Watch os engenheiros e principalmente designers da Apple tiveram muito trabalho. O chefe de interface humana Alan Dye explicou à Wired algumas curiosidades na concepção desse background animado. Ele revelou que certas animações do motion não  são CGI, mas sim fotografias. Isso parece efeito mas, na verdade “a gente fotografou tudo isso” e ele continua, “as borboletas, a água viva e as flores”.

No caso do face da flor desabrochando, a equipe responsável usou slow motion de uma câmera Phantom para fotografar em 4k 300-fps, foram 285 horas de fotografia e 24.000 cliques apenas nesse face.

Na imagem da água viva foi construído um tanque dentro do estúdio de design e além das milhares de cliques, também foi necessário encolher a imagem original de 4096 x 2304 para uma resolução de 312 x 390 para que coubesse na tela do relógio. Dye explicou que a água viva foi uma escolha aleatória por parecer algo bonito e ao mesmo tempo alienígena. O resultado realmente é belíssimo e consegue passar essa e outras ideias.

Até a aparente simplicidade do face do Mickey, update do conceito de Ingersoll de 1933, teve o seu lado “particularmente complexo”, sincronizar em perfeição os movimentos do Mickey, segundo por segundo não foi tarefa fácil. Se juntar vários Apple Watches com esse face, na tela de todos eles o movimento do Mickey estará em absoluta sincronicidade.

O face motion do planeta que é um dos favoritos de Dye, o usuário observa a Terra flutuando graciosamente. Ao girar a coroa do relógio existe uma interação com essa imagem, que mostra a Terra sob a perspectiva da hora que está sendo mostrada. Ainda existem outras faces, como a da Lua e uma que retrata o sistema solar. Houve uma real preocupação em respeitar as proporções de distância entre a Terra e a Lua, bem como outros aspectos físicos.

Isso é apenas uma fração do trabalho fruto do envolvimento dos designers gráficos com a equipe de programação e a outra responsável pelo hardware do produto. E pode parecer para muitos que esses detalhes são inúteis, mas são exatamente esses detalhes, que para a Apple fazem toda diferença, que no final, acabam sendo importantes para os que supostamente dizem que não.

Segue abaixo o ad do Apple Watch, um dos primeiros e um dos mais legais, e mostra alguns faces.

Fonte: Wired

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