Pós eleições e os apps de iPhone, bem políticos

Ninguém aguenta mais conversas inflamadas, muito menos propagandas eleitorais. A eleição passou e a cidadania deve ser vivida todos os dias do ano e não apenas no período eleitoral. Em ressaca, no dia seguinte, algo interessante chamou a atenção, pois deixou uma marca durante essa eleição, o uso dos apps.

Os aplicativos já existentes, como os sociais foram usados intensamente como forma de expressão dos usuários, até o Instagram foi tragado para a arena política, muitas vezes mostrando mais textos que fotos em razão disso.

Foi fantástica a criatividade e a quantidade de apps que surgiram nessa fase política do país. Se tem um app que ficou muito popular foi o oficial do TSE, de apuração das Urnas, uma proposta simples e genial, que a propósito, deveria ser aprimorada para que não seja um app que se baixe e “jogue fora” logo após da apuração das urnas. A Justiça Eleitoral, em sua própria existência original, deu vida a um aplicativo exemplar.

Outros apps também surgiram, com um raio variado de utilidades, também derivados da vida democrática. A quantidade impressiona, se você digitar a palavra “eleição” na AppStore encontrará pelo menos 30 resultados. E alguns deles possuem uma utilidade que vai além do sufrágio: humor, informação, interação, entretenimento, etc.

Alguns candidatos não só aproveitaram apps existentes como criaram os seus próprios, e isso tem um lado bom, pois alguns deles superaram a razão de existir em função unicamente de marketing e entregaram aos usuários uma experiência rica com diversas informações úteis e importantes, procuraram estabelecer um diálogo entre o candidato e o eleitor, uma identificação; um exemplo foi o app do candidato Aécio Neves. O pessoal de apoio do PT não desenvolveu ainda um app para o seu partido nem para a sua reeleita candidata, mas o PSDB parece que vem prestigiando essa abordagem. A razão possivelmente é o perfil do eleitor das respectivas agremiações.

O “there is an app for that”, que talvez seja o equivalente a “pra tudo tem um app” é uma frase apropriada até para as atualidades políticas brasileiras. É engraçado que existe até um Flappy Bird da presidenta Dilma na AppStore e outras dezenas de aplicativos igualmente pitorescos, que podem até valer um post próprio no futuro. De forma original e criativa o juiz Carlos Prudêncio inventou a urna eletrônica e de igual maneira outros brasileiros estão inovando no mundo dos aplicativos e da tecnologia para fins de cidadania.

Seja como for, a tecnologia e a democracia tem mais afinidades uma com a outra que se imagina. Que os usuários e desenvolvedores explorem mais e mais os seus usos. E você, qual a sua opinião?

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