Swatch e o futuro dos relógios

Quando se pensa em Suíça se lembra de pelo menos 3 coisas: bancos, chocolates e relógios.

A conhecida fabricante de relógios Swatch decidiu contestar o uso da palavra iWatch que poderia ser usada pela Apple para a denominação de seus futuros relógios inteligentes. Esse não é mais um caso uma “patent troll” que nos habituamos a ver rotineiramente, a jogada da Swatch, pode ser justa e legítima, mas também é uma manobra por publicidade, e principalmente sobrevivência.

E se existe algo antigo sobrevivendo e se reinventando em meio aos inúmeros avanços tecnlógicos este alguém é o relógio, que por si só pode ser considerado uma das maiores invenções da humanidade. O instrumento de medir a hora acompanha a civilização há mais de 3 milênios. Já foi construído relógio do sol, da água, mecânico, nuclear, digital…

Um dos primeiros relógios mecânicos que se tem notícia foi elaborado na China por Su Song, engenheiro e “horologista”. Sim, havia até uma área própria da ciência para a contagem do tempo. Daqueles tempos pra cá o relógio ganhou formatos menores e se tornou um artigo popular e de uso pessoal. Pouco se fala, mas um dos maiores responsáveis pela popularização do objeto que identificava a hora foi Santos Dumont, o inventor do avião, que num gesto de praticidade pediu a seu amigo Cartier algo que facilitasse o uso de seu relógio em voo e assim foi criada a pulseira para manter o seu relógio sempre à vista.

A Swatch está procurando evitar o inevitável, a inovação de um utensílio que não se reinventa há bastante tempo. O medo de sua própria extinção pode ser adicionado como uma das razões da Swatch para atacar a Apple. E realmente este perigo é real, isso se a mudança em relação aos relógios for parecida como foi a dos celulares, que desapareceram e deram lugar aos celulares inteligentes. A Swatch alega que já comercializa o iSwatch e que o termo iWatch entre outras coisas confunde o consumidor. Isso é sério? Ironia ou não a Swatch foi assediada pela Apple para que trilhassem juntas uma parceria para a fabricação dos iWatchs, mas a empresa suíça recusou todas as propostas.

iSwatch… Oh coisa feia…

Pra não ser injusto, o relógio de pulso teve inovações sensíveis, que foram impulsionadas pelos japoneses e pelos americanos, eles aprimoraram as técnicas de produção e inventaram o relógio digital. A indústria suíça sobreviveu a esses abalos, se adaptou. O que está se tornando cada vez mais nítido é que existem dois tipos de relógios no mercado, uma linha mais luxuosa, algo mais “arcaico”, que parece que vai sempre existir, e a linha mais popular, com tecnologias de massa. Com a vinda do iWatch, será o fim da primeira linha e a extinção da maior parte dos relógios mecânicos comuns?

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